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Ecosex in The Other Way Around

What if “nature” has an active role in this relationship?
Like all love, it leaves marks. Sometimes love dies but always transforms.

E se a "natureza" tomasse um papel ativo nessa relação?
Como todo amor, deixa marcas. As vezes o amor morre mas sempre transforma.

Ecosexuality is a sexual orientation where there is an attraction to nature. Ecosexuals feel a deep connection and love for the Earth, considering it an intimate partner, where nature is sacred and deserves to be respected, honoured and cared for. For ecosexuals, pleasure and intimacy are related to active and conscious involvement with the environment.


Ecosex In The Other Way Around (2023- ongoing project) asks:

What if "nature" took an active role in this relationship?


In my first experiments to observe how images react to natural agents, always opting for environmentally friendly materials, I chose to work with photos taken at low speed of films related to ecosexuality. The first photographs were buried along with seeds and plant seedlings and in a short time they turned into soil, decomposing almost completely and becoming part of the whole.


In a second moment, I started sowing seeds over the photographs. I was thrilled to see a physical relationship between nature and eroticism, in a daily transformation, adding new elements, beautiful marks of an organic relationship, just confirming that every form of love is transformative.


The first phase of the project was carried out during the academic year at NABA under the supervision of Simone Santilli & Nicolò Benetton.


Ecosexualidade é uma orientação sexual onde se tem atração pela natureza. Ecosexuais sentem uma profunda conexão e amor pela Terra, considerando-a uma parceira íntima, onde a natureza é sagrada e merece ser respeitada, honrada e cuidada. Para os ecosexuais, o prazer e a intimidade estão relacionados ao envolvimento ativo e consciente com o meio ambiente.


Ecosex In The Other Way Around (2023- projeto em andamento) questiona:

Como seria se a “natureza” tomasse um papel ativo nessa relação?

 

Em minhas primeiras experiencias para observar como as imagens reagem à agentes naturais, sempre optando por materiais que não agridam o meio ambiente, escolhi trabalhar com fotos tiradas em baixa velocidade de filmes relacionados à ecosexualidade. As primeiras fotografias foram enterradas junto com sementes e mudas de plantas e em pouco tempo se transformaram em terra, se decompondo quase que totalmente, passando a fazer parte daquele todo.

 

Em um segundo momento, começo a semear sobre as fotografias. Me emociono ao ver uma relação física da natureza com o erotismo, em uma transformação diaria, acrescentando novos elementos, lindas marcas de uma relação orgânica, apenas confirmando que toda forma de amor é transformadora


A primeira fase do projeto foi desenvolvida durante o ano acadêmico na NABA com supervisão de Simone Santilli & Nicolò Benetton.


© Roberta Stamato

Project Gallery

Texto curatorial de Vittoria Tolentinati, curadora Independente Verona, Itália Em um momento histórico crítico como o que vivemos, no qual a natureza está sujeita a demandas humanas cada vez mais extremas e destrutivas, o trabalho de Roberta Stamato representa um verdadeiro alerta para que se dê um passo atrás, para que se retorne às origens desse vínculo fortemente intrínseco entre o homem e a natureza. Não é coincidência que obras desse tipo sejam concebidas em contextos ambientalmente delicados; pense na Land Art, que se originou nos Estados Unidos na década de 1960 em resposta ao boom econômico da década anterior, ou na Arte Povera na Itália e, em particular, na figura de Giuseppe Penone. A arte, nesse sentido, sempre foi e sempre será o meio principal e fundamental para transmitir uma mensagem de alarme. Ecosex in The Other Way Around quer representar um hino à liberdade, a liberdade do mundo natural e daqueles que decidem adotá-la totalmente em seu estilo de vida. Sua missão é respeitar a natureza, dar a ela o espaço e o tempo necessários para crescer e criar raízes, apesar da onipresente contaminação humana. Ela também quer dar voz à natureza, que foi silenciada por muito tempo, graças aos mecanismos sonoros que transformaram o projeto em uma verdadeira arte sinestésica. A visão, o tato, o olfato e a audição estão todos envolvidos aqui, e Roberta Stamato, assim como a figura do alquimista, torna-se o braço direito da Mãe Natureza, apoiando-a na luta para reivindicar seu próprio espaço. A criação de uma obra desse calibre está enraizada no conceito kantiano de sublimação a ser atribuído a uma natureza infinita e poderosa que supera o homem. É precisamente em um contexto tão alarmante que figuras como Roberta Stamato oferecem um pouco de esperança, pois lançam luz sobre questões que muitas vezes são negligenciadas, principalmente a pergunta "e se a natureza não quisesse isso? Ecosex in The Other Way Around é a resposta, é o que finalmente permite que ela recupere a dignidade e a superioridade que merece. O trabalho da artista também exerce o maior respeito pelo que deve ser considerado a prerrogativa do mundo natural: evolução contínua, mudança contínua. Acompanhando o curso (e a decadência) das coisas, Ecosex é pura arte progressiva na qual a vida e a morte, o esplendor e a decadência coexistem em perfeita harmonia. É uma dança erótica entre o homem e a planta, ambos natureza quando desnudados e, portanto, despojados de qualquer enfeite. A arte de Roberta Stamato frequentemente envolve a mistura de imagens e plantas, fungos, organismos unicelulares, etc. Isso porque, na concepção da artista, o mundo em que vale a pena viver é aquele em que a natureza desempenha um papel fundamental. Talvez, para ter esperança em um futuro melhor e duradouro, todos nós devêssemos ser um pouco como ela e dar alguns passos para trás, cada um com seus próprios meios. Talvez isso finalmente faça a diferença. EN: ECOSEX IN THE OTHER WAY AROUND - ROBERTA STAMATO Text edited by Vittoria Tolentinati, independent curator Verona, Italy In a critical historical moment such as the one we live in, in which nature is subjugated to increasingly extreme and destructive human demands, Roberta Stamato's work stands as a real warning to step back, to return to the origins of that deeply intrinsic bond between man and nature. It is no coincidence that artworks like these are conceived in such environmentally sensitive contexts; think of Land Art, which emerged in America in the 1960s in response to the economic Boom of the previous decade, or Arte Povera in Italy and in particular the role of Giuseppe Penone. Human beings, thus, tend to recognise their mistakes and take steps backwards when they have already crossed the line. Art, in this sense, has always been and will always be the main and fundamental medium for conveying a message of alert. Ecosex wants to be a ode to freedom, the kind of freedom that belongs to the natural world and to those who decide to fully embrace it in their lifestyle. Its mission is to respect nature, to give it the space and time it needs to grow and flourish despite omnipresent human contamination. It also wants to give a voice to nature, silenced for too long by now, thanks to acoustic devices that have led the project to be a truly synaesthetic art. Sight, touch, smell and hearing are all involved here, and Roberta Stamato, just like the figure of the alchemist, becomes Mother Nature's sidekick, backing her in the fight to reclaim her personal space. The execution of a work of such calibre has its roots of thought in the Kantian concept of sublimation ascribable to an infinite, powerful nature that overcomes mankind. In contemporary times, however, things have changed: nature is gradually losing its immensity due to the constant violation exercised by humanity. And it is precisely in such an alarming environment that figures like Roberta Stamato give a shred of hope, as they highlight questions that are often overlooked, first and foremost the “what if nature didn't want all this?”. Ecosex is the answer, it is what finally allows it to regain the dignity and superiority it deserves. The artist's work also exercises the utmost respect for what is to be considered the prerogative of the natural world: perpetual evolution, endless change. Going hand in hand with the course (and decay) of things, Ecosex is nothing less than progressive art in which life and death, splendour and decadence coexist in perfect harmony. An erotic dance between man and vegetation, both nature when laid bare and thus stripped of any frills. Roberta Stamato's art often involves the combination of images and plants, fungi, unicellular organisms, etc. This is because, in the artist's conception, the world worth living in is one in which nature plays a fundamental role. Perhaps, in order to hope for a better and durable future, we should all be a bit like her and take a few steps backwards, each within our own capabilities. Maybe this will finally make a difference.
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